A construção social por trás da “questão de gosto” e a diferença entre não se atrair por características e ser um escroto!

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“O quanto eu estou disposto a relevar em troca de uma transa?” Foi o eu pensei no meio do meu date com o Fernando, enquanto mentalmente marcava no meu placar a segunda abstração da noite.

A primeira foi quando o Fernando ficou falando somente dele por duas horas. Já a segunda foi quando ele pediu calabresa acebolada numa daquelas CHAPAS com fogareiro de mesa!!! Fiquei defumado.

Acontece, que não consegui relevar uma terceira vez, quando ele apontou para dois gays afeminados do bar e disse que achava aquilo desnecessário e não curtia. Num tom pejorativo.

Quando perguntei o porquê, o próprio respondeu: ”questão de gosto pessoal.”

Fui ao banheiro e percebi que naquele dia eu não estava a fim de transar com um babaca.

Voltei para a mesa e disse:

Seu gosto é tão, mas tão pessoal que é igual o da maioria das pessoas. Né? Presumir que de todos os gays afeminados do mundo você não gostará de nenhum te torna mais limitado do que superior. Estou indo embora. E relaxa que a afeminada aqui pagou toda a conta.

Fernando foi o primeiro date que eu abandonei. Tem coisas que não dá para relevar por uma transa.

 

Podcast

Neste episódio, a psicóloga Andressa Crema (@andressacremapsicologa), Lucan Bazan (@eubazan) e Y, discutem a construção social por trás da “questão de gosto” e a diferença entre não se atrair por características e ser escroto.

“Seu gosto é tão, mas tão pessoal que é igual o da maioria das pessoas?”

Instagram: @controle_y

 

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