Esta é a continuação de Luiz e o Flerte parte I. Clique aqui para ler.

Ilustração Gay Flerte Controle Y

– Quem é Lilian? Perguntei. – Minha noiva, vamos casar em quatro meses. Como você descobriu?

Ele foi bem direto. Só não me chocou mais do que quando me dei conta de que ELE ADMINISTRAVA UMA NOIVA, QUATRO CACHORROS, UMA CARREIRA DE MÉDICO E EU! Essa gay usava drogas, não é possível!

– Não vou terminar com ela. É complicado, mas quero continuar contigo, ele propôs.
“Ah, o compromisso é dele. Foda-se”. Decidi continuar do jeito que estava. E admito que ativei um modo de competição, de querer conquistá-lo.

Duas semanas depois, ele me avisou que não poderia me ver, pois iria para a formatura dela.

Pensei em quantas vezes aquilo iria se repetir. Já me imaginei numa janela de motel vagabundo dizendo, “Tá, pode ir ao aniversário do seu filho do meio, estou acostumado!”

No dia seguinte, ele veio à minha casa como se nada tivesse acontecido e eu tentei agir naturalmente.
– Me sinto tão aliviado, ele disse. – Como assim, perguntei.
– Você saber sobre a Lilian me tirou um peso enorme das costas.

Bateu, amiga! Tudo fez sentido. O pensamento ”Ele é quem tem o compromisso” é ridículo. Iríamos nos ver com base no COMPROMISSO dos dois. Eu estava no relacionamento…

– Deve ser porque você dividiu essa culpa comigo, Luiz. Respondi e em seguida terminei com ele por não estar mais a fim de participar daquilo.
Antes dele ir embora eu disse – “nem a conheci, mas a Lilian não merece isso. Ninguém merece”.

Isso sim é se sentir aliviado, Luiz, ter a consciência de que há tanta rola por aí, que não precisamos pegar as comprometidas ou enganar alguém.

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1 thought on “Luiz e o Flerte no Hospital parte II

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