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Controle Y Gay do Interior

Estava na Festa do Peão de Americana, no interior de São Paulo, comemorando o aniversário da minha amiga.

Lá eu conheci uma cachaça chamada CANELINHA. O vendedor, – um peão gostoso de fivela grande – me disse que era bem forte. Comprei duas garrafas de 50ml cada. Na metade da segunda, fiquei louco. Não me lembro de nada! Não vi nem o show da Maiara e Maraisa.

No dia seguinte, uma mensagem no meu celular. Um tal de Rogério (o vendedor de canelinha!) me chamando para sair naquela noite. Topei. Iria realizar minha fantasia de transar com um cowboy que eu havia acabado de inventar.

Perto da meia noite, ele me buscou de carro e mostrou alguns pontos da cidade. Até que…
– “Chegamos, vem comigo!”, disse ele descendo do carro e andando em direção a um terreno baldio.

Não pensei muito e fui. Transamos lá mesmo, apoiados numa parede de concreto. Foi inesquecível. No fim, ele ligou a lanterna do celular para ver se havia caído algo no chão.
– “Olha o tanto de escorpião”, disse ele com naturalidade, apontando para três deles e chutando outro que estava comendo uma barata.
Deus, que vontade de gritar, mas achei que seria frescura de gente da cidade grande.

Faltava somente uma coisa para minha fantasia estar completa. “Rogério, canta Deixei se ser Cowboy Por Ela para mim?”

Ele riu e começou a cantar com uma voz super sertaneja: “e na hora que eu te beijei, foi melhor do que eu imaginei…” – “Que música é essa?”, perguntei. – “Ora, ‘Medo Bobo’. Você não me disse que curtia muito elas?”
– “Essa eu não conheço, Rô…”

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Com participações dos interioranos Fernando Arazão (host do @foradomeiopodcast), Matheus e Bruno, Y fala sobre a vivência dos gays de interior.

 

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