Ando com uma onda de sorte tão grande, com as pessoas me tratando tão bem, que me pergunto se estou com uma doença terminal e não sei. Aproveitando-a, fui para a Trakers – claro! Ao chegar, já fiquei trocando olhares com o Bruno. Alto, meio gordinho, tatuado e barbudo – lindo! Mas nada acontecia.

Durante um momento da noite, tive uma overdose de Velho Barreiro e fui vomitar no banheiro. Coincidentemente, a pessoa que eu empurrei para entrar no banheiro, era o Bruno. Ele viu que minha pressa não era para usar o mictório. Enquanto eu vomitava, só conseguia pensar que o havia perdido para sempre – pois ele provavelmente pensaria que eu estava cagando quilos.

Assim que saí, ele perguntou se estava tudo bem (!). Enquanto eu lavava o rosto e fazia um bochecho disfarçado, respondi que sim e em seguida nos pegamos. *Isso recém cagado/vomitado.* Tirando o caráter nojento de tudo e o fato de que caí na real de que beijar em balada pode ser muito nojento, foi incrível.

No dia seguinte, combinei de ir para casa do meu amigo que mora em Moema e coincidentemente, por volta das 16h, o Bruno me chamou para sair. Ele era tão lindo tinha carro e Moema é fora de mão de metrô que o convidei para ir na casa do meu amigo.

Ao avisar meu amigo que eu levaria um boy, coincidentemente, ele disse que havia chamado um amigo para me apresentar. Uma pena – eu disse. Chegando lá, fomos comprar bebida e meu pesadelo começou…

Bruno não tinha UM REAL! Ok, apesar de taurino, não sou tão apegado ao dinheiro. Não bastasse fazer a CREFISA do rolê, ainda disse que não tomava cerveja, apenas destilados.Dei uma chance ao Bruno, apenas pela onda de sorte que eu estava. Pensei que valeria a pena.

Depois de algumas doses de vodka, Bruno ficou dando uns tapinhas no meu pau, deitou no sofá e dormiu. Ele deve estar cansado – justifiquei. Para piorar, o amigo que meu amigo iria me apresentar era liiindo! Só me fez querer me matar ali mesmo. Depois do Bruno acordar, fomos brincar de imagem e ação.

Partindo de referências como Inês Brasil, Madonna, Cher, Cavaleiros do Zodíaco e Pokémon –  meu time e do meu amigo, Pedro, estava vencendo. Competitivo que é, Bruno começou a colocar nomes de desenhos japonês dentro da brincadeira para vencer. Tive a mesma sensação de revolta de quando você pergunta para um cara no Grindr se ele tem mais fotos e ele responde “sim e você”.

Enfim, implorei para irmos embora e após isso, prometi que nunca mais sairia com o Bruno novamente. Após semanas, bebi e transei com ele. Foi péssimo…

 

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