Controle Y



A Arte da Autossabotagem

COntrole Y Ilustração Autossabotagem Gay

Um dia, uma amiga veio lamentar que estava saindo com um cara perfeito e que não conseguia gostar dele. Na hora, disse pra ela: “Pense nisso como um sapato que você amou, mas só tem em um número menor. Comece a usá-lo até lacear. No começo será incômodo, mas valerá a pena!” – Um PUTA conselho de minha autoria que deu certo – eles namoram há 2 anos.

Hoje está acontecendo a mesma situação comigo. Mas, quanto mais eu repito esse conselho do sapato para mim, mais aumenta minha preguiça do Gabriel.

A gota d’água aconteceu quando eu estava às 2h da manhã, na cama do Gabriel, refletindo sobre a vida enquanto tentava me livrar da conchinha dele.

O fato é que se fico acordado de madrugada, fico safado, entro em crise por pensar demais na vida ou tenho medo de espíritos. Geralmente, fico safado. A madrugada de ontem foi especial: comecei safado e terminei em crise.

PELO AMOR DE DEUS, GABRIEL!!!

Gabriel me buscou num bar, eu estava muito bêbado, ele me levou para a casa dele, transamos e ele me pediu em namoro. Se essa questão caísse no ENEM, sem dúvida, eu responderia que eu aceitaria na hora – mas como sou do tipo de pessoa que contesta a lógica dos gabaritos (“IMPOSSÍVEL TER 3 A) SEGUIDOS”), disse a ele que responderia assim que acordássemos.

No dia seguinte, acordei e disse que não queria nada sério. Queria que o Gabriel me expulsasse da casa dele, sem roupas. Mas o que ele fez? Me deixou no trabalho depois de passar na padaria para tomarmos café – óbvio que era para me deixar mal. Desgraçado, conseguiu! Como despedida, ele me disse: “tenha um bom dia”, meu remorso falou por mim: “NÃO ME DIGA O QUE FAZER, GABRIEL!”. E bati a porta do carro!

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Neste episódio de podcast, Jana (@nomorebrusinhas), Mari (@maqqad_) e eu, debatemos sobre os tipos de autossabotagem. Se você também já aceitou que o seu sistema imunológico é composto pelo que chamo de glóbulos autossabotadores – que combatem toda e qualquer forma de amor puro, apenas amores não-correspondidos, platônicos e destrutivos são aceitos tranquilamente – este episódio é para você!

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Bruno e os términos

Juro que tento elevar meu espírito todos os dias, mas isso se torna uma tarefa muito difícil quando tudo o que consigo sentir é ÓDIO por relembrar minha reações a términos.

Controle Y Ilustração Gay Bruno E o Término

Já chorei tanto na frente de um cara que ele ficou desesperado e me pediu para voltar. Uma vez, saí correndo de dentro do metrô quando percebi que iria levar um pé na bunda. Até interrompi discurso de término pedindo a conta para o garçom (mesmo o lugar sendo de comandas). Mas, sem dúvida, uma das piores foi quando fiz cara de cínico e disse “ok, ia te contar que estou traindo”. Enfim, sou um amante de dramas. Incompreendido.

Eu queria terminar com o Bruno há um tempo, não agüentava mais olhar para a cara dele. Combinei de irmos num barzinho para ‘conversar’. O plano era simples: bebermos e eu terminar no metrô. Pensei num discurso simples: “Bruno, estou apaixonado por uma mulher”. Ele não teria argumentos e isso não afetaria sua autoestima. Perfeito!

Eu só não contava com um contratempo: o cartão dele não passar e eu ter que emprestar 120 reais pra ele.

E agora?!? Se eu terminasse ele não iria me pagar. Tinha que continuar com o Bruno até ele me pagar. No mesmo dia, já passei o número da minha conta. Ele me disse que só poderia depositar no dia seguinte. Minha vontade era mandar um agiota bater nele, recolher alguns bens e ainda dar o recado que eu queria terminar.

Três dias depois, finalmente ele depositou. Marquei em seguida outro encontro com ele de novo. Desta vez, sem rodeios, tinha que ser bem direto! Só não contava que ele terminaria comigo antes de eu terminar com ele!!! Aquele vagabundo! O boy Crefisa alegou que iria fazer intercâmbio – uma desculpa melhor que a minha!

O que aprendi: Sou muito ruim em términos e nunca mais vou enrolar para terminar.

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Ai de mim que sou romântico

Você também assassinou o seu lado romântico depois de cruzar com tantas pessoas erradas?

 

 

Ilustração Controle Y Ai de mim que sou romântico

Cadê aquela pessoa que não tinha medo de demonstrar o que sentia? Que tenta ser piranha mas se apaixona? Que logo na primeira ficada já imaginava como seria a primeira viajem de vocês dois juntos? Que, até pesquisava “sexo romântico” no x vídeos? Ok. Exagerei! Enfim… Quem antes sofria e hoje é fria?

Se você ainda acredita no amor, assim como o papa tem fé – mas anda no papamóvel blindado – esse episódio é para você!

O episódio do podcast de hoje conta com a participação da Silvia Amélia de Araújo e Fillipi Almeida.
Além de falarmos as melhores histórias de baladas, ainda damos aquele grau na tua autoestima!!!

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O tema do próximo episódio será MAL DE TAURINO. A fim de participar? Envie sua história para contatodocontroley@gmail.com