Controle Y



Bruno e os términos

Juro que tento elevar meu espírito todos os dias, mas isso se torna uma tarefa muito difícil quando tudo o que consigo sentir é ÓDIO por relembrar minha reações a términos.

Controle Y Ilustração Gay Bruno E o Término

Já chorei tanto na frente de um cara que ele ficou desesperado e me pediu para voltar. Uma vez, saí correndo de dentro do metrô quando percebi que iria levar um pé na bunda. Até interrompi discurso de término pedindo a conta para o garçom (mesmo o lugar sendo de comandas). Mas, sem dúvida, uma das piores foi quando fiz cara de cínico e disse “ok, ia te contar que estou traindo”. Enfim, sou um amante de dramas. Incompreendido.

Eu queria terminar com o Bruno há um tempo, não agüentava mais olhar para a cara dele. Combinei de irmos num barzinho para ‘conversar’. O plano era simples: bebermos e eu terminar no metrô. Pensei num discurso simples: “Bruno, estou apaixonado por uma mulher”. Ele não teria argumentos e isso não afetaria sua autoestima. Perfeito!

Eu só não contava com um contratempo: o cartão dele não passar e eu ter que emprestar 120 reais pra ele.

E agora?!? Se eu terminasse ele não iria me pagar. Tinha que continuar com o Bruno até ele me pagar. No mesmo dia, já passei o número da minha conta. Ele me disse que só poderia depositar no dia seguinte. Minha vontade era mandar um agiota bater nele, recolher alguns bens e ainda dar o recado que eu queria terminar.

Três dias depois, finalmente ele depositou. Marquei em seguida outro encontro com ele de novo. Desta vez, sem rodeios, tinha que ser bem direto! Só não contava que ele terminaria comigo antes de eu terminar com ele!!! Aquele vagabundo! O boy Crefisa alegou que iria fazer intercâmbio – uma desculpa melhor que a minha!

O que aprendi: Sou muito ruim em términos e nunca mais vou enrolar para terminar.

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