Controle Y



Gay do Interior

As melhores histórias de gay do interior estão neste podcast:

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Controle Y Gay do Interior

Estava na Festa do Peão de Americana, no interior de São Paulo, comemorando o aniversário da minha amiga.

Lá eu conheci uma cachaça chamada CANELINHA. O vendedor, – um peão gostoso de fivela grande – me disse que era bem forte. Comprei duas garrafas de 50ml cada. Na metade da segunda, fiquei louco. Não me lembro de nada! Não vi nem o show da Maiara e Maraisa.

No dia seguinte, uma mensagem no meu celular. Um tal de Rogério (o vendedor de canelinha!) me chamando para sair naquela noite. Topei. Iria realizar minha fantasia de transar com um cowboy que eu havia acabado de inventar.

Perto da meia noite, ele me buscou de carro e mostrou alguns pontos da cidade. Até que…
– “Chegamos, vem comigo!”, disse ele descendo do carro e andando em direção a um terreno baldio.

Não pensei muito e fui. Transamos lá mesmo, apoiados numa parede de concreto. Foi inesquecível. No fim, ele ligou a lanterna do celular para ver se havia caído algo no chão.
– “Olha o tanto de escorpião”, disse ele com naturalidade, apontando para três deles e chutando outro que estava comendo uma barata.
Deus, que vontade de gritar, mas achei que seria frescura de gente da cidade grande.

Faltava somente uma coisa para minha fantasia estar completa. “Rogério, canta Deixei se ser Cowboy Por Ela para mim?”

Ele riu e começou a cantar com uma voz super sertaneja: “e na hora que eu te beijei, foi melhor do que eu imaginei…” – “Que música é essa?”, perguntei. – “Ora, ‘Medo Bobo’. Você não me disse que curtia muito elas?”
– “Essa eu não conheço, Rô…”

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Com participações dos interioranos Fernando Arazão (host do @foradomeiopodcast), Matheus e Bruno, Y fala sobre a vivência dos gays de interior.

 


Quarentena, Isolamento e Webnamorados

Em tempos de quarentena e isolamento fica a pergunta: e os webnamorados?

Controle Y Quarentena e Isolamento e Webnamoradinhos

Conheci o Igor num aplicativo semanas antes disso tudo começar. Ele parece ser incrível. Como estamos há menos de 1km de distância e não vamos nos encontrar, fizemos um acordo: sermos webnamorados.

CONTRATO PARA SER WEBNAMORADO DURANTE A QUARENTENA

CLÁUSULA 1ª – O presente instrumento tem como objeto a prestação de serviços de webnamorado.

CLÁUSULA 2ª : O contratado prestará os seguintes serviços:
– Enviar memes e figurinhas a fim de alienar as partes;
– Ofender o Presidente;
– Não é necessario monogâmia;
– Websexo;

CLÁUSULA 3ª: O presente contrato, terá vigência durante o período de quarentena. Havendo interesse em sua rescisão, a parte interessada notificará a parte contraria, por escrito e com antecedência mínima de três horas.

PARÁGRAFO ÚNICO: Ambos se comprometem a prestar suporte emocional durante o isolamento;

DO FORO
Se no fim disso tudo, as partes ainda se suportarem. Sairão para um date.

Não é preciso reconhecer firma neste contrato, é só enviar para o pretendente.
✖️Salve o print da resposta. Respaldo jurídico!

Instagram: @controle_y

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Thales, o pão-duro

Já teve algum date com um pão-duro?

Controle Y Pão-Duro Meu horóscopo disse que eu deveria dar um passo na minha relação. Deveras eu não tinha um relacionamento. Adaptei então. Chamei o Thales, um boy com quem eu estava há três meses, para ir ao cinema.

Estava cansado de só ir para a casa dele. Queria vê-lo em outros ambientes.

Thales deixou o carro duas ruas atrás do shopping. Só entendi que foi para economizar no estacionamento quando a gay me saca um carteirinha falsificada de Letras da USP para pagar meia. “A bicha é Diretora de Criação e tá fazendo isso?”, pensei. A ficha caiu. Ele era pão-duro.

Por isso que ele nunca havia me oferecido nada para comer na casa dele. Os dates eram jejuns intermitentes. Até mesmo no dia em que rachamos uma pizza passei fome.

Ele cortou ela inteira em pequenos quadrados. Achei que era mania, mas na verdade foi uma tática. A esfomeada comeu trinta pedaços enquanto eu, seis!

– “Quer pipoca?”, perguntei.
– “Tem comida em casa!”, respondeu o Thales.
– “Onde? Que nunca me ofereceu nem uma pasta de dente Tandy para comer?”, quase falei.

Voltando para o carro, aconteceu o óbvio: fomos assaltados! Enquanto eu tentava acalmar o ladrão, percebi que o Thales se escondia atrás de mim, me usando como escudo humano!!! Minha vontade era de pedir pro bandido dar uma coronhada nele, mas achei que poderia configurar como participação no crime. Entregamos os celulares.

Que economia, hein, Thales?

Meu horóscopo não me alertou sobre avarentos e nem que eu deveria tomar cuidado com roubos à mão armada. Porra, Susan Miller!

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